Imprimir Email Criado em 11-04-2017

A Rede Nacional de Plataformas Logísticas (RNPL) é parte integrante do  sistema logístico nacional, sendo uma das peças fundamentais do processo de crescimento económico e do desenvolvimento social, afirmou sexta-feira, 17 de Fevereiro, no Huambo, o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás.

O governante informou que a RNPL interliga as diferentes vertentes da economia: produção, armazenamento, consolidação e distribuição dos produtos no mercado.

Observou que a generalidade dos países assume esta perspectiva na sua ordem legal, pois que a RNPL é também um factor incontornável de coesão económica, social e territorial.

Segundo o ministro, no caso da província do Huambo, podemos considerar as plataformas logísticas urbanas e regionais.

Por sua vez, o governador do Huambo, João Baptista Kussumua, afirmou que os serviços de transportes jogam um papel relevante na economia de qualquer país, por isso, disse ser necessário a identificação potencialidades do país, de modo a contribuir para inter-dependência entre os sectores da agricultura, comércio, obras públicas e dos transportes, para que esta confluência de acções garanta a segurança alimentar da população.

Estratégia para a saída da crise

Com lema "fazer mais, com menos", o ministro dos Transportes apresentou no Huambo, a 17 de Fevereiro, as linhas mestras da estratégias para a saída da crise, em cerimónia assistida pelo governador local, João Baptista Kussumua.

Ao dirigir-se a plateia, Augusto Tomás referiu que as “linhas mestras” correspondem a um programa de reformas estruturais da sociedade angolana, constituindo, assim, um marco para a mudança num vasto leque de temas. Falou do papel e peso do Estado na economia e a maior responsabilização do sector privado,  a subsidiação de empresas e particulares. No mesmo sentido, acrescentou a fiscalidade, as políticas macroeconómicas ( monetária, cambial e de serviços externos), a política de endividamento do Estado e seus objectivos, a selectividade do investimento público, entre outros aspectos.

Para o ministro, muitas destas reformas têm de ser implementadas imediatamente face à grave crise financeira e cambial que atravessamos mas, outras, quer pelo seu enraizamento na cultura e mentalidade das pessoas, incluindo governantes, quer pelo forte impacto que produzirão na sociedade angolana, demorarão alguns anos até que estejam terminadas. Afirmou ser altura de nos mobilizarmos para fazermos “mais com menos”.