No passado dia 7 de Novembro, foi reportado, durante a realização da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), que os fretes executados por via marítima aumentaram apenas 2,1% em 2015 face ao ano anterior, um dado que espelha o crescimento mais lento desde 2009. De acordo com os dados veiculados pelo UNCTAD, o comércio global está estagnado e o futuro do sector é «incerto».

O porto de Roterdão registou uma quebra homóloga de 1,9% na movimentação de mercadorias entre os meses de janeiro e setembro deste ano. Porém, há optimismo no maior porto europeu, acreditando o seu CEO que o ano pode terminar acima do recorde de 466 milhões de toneladas, alcançado em 2015.

Num artigo de Cichen Shen, analista da Lloyd's List, assinalou as as razões que levaram à situação actual da Hanjin. E a informação avançada refere que a empresa tinha um fundo de maneio (working capital) abaixo do exigido para o nível de actividade comercial e operacional que já apresentava.

Ora, a situação levou, segundo o analista, a uma crescente falha de pagamento a fornecedores que o armador não conseguiu ultrapassar pedindo então protecção por insolvência... mas já era tarde demais e os credores avançaram para o arresto de navios.

O processo de exportação de diversos produtos vai tornar-se mais célere e barato, em breve, na sequência de novos mecanismos que estão a ser criadas pelo Ministério do Comércio, anunciou ontem o titular da pasta, Fiel Constantino.

O ministro, que falava na cerimónia de posse de novos responsáveis do Ministério,  disse que, no âmbito do programa de diversificação da economia, estão a ser criadas cada vez mais novas fontes de obtenção de receitas.  “Entendemos que as divisas só são obtidas através das exportações”, sustentou.

Fiel Constantino reconheceu que muitos empreendedores têm nas suas metas de produção a exportação, mas encontram inúmeras dificuldades para concretizar este objectivo. Para inverter a situação, “o Ministério está a trabalhar com essas empresas exportadoras e internacionalizadas de Angola, no sentido de perceber as dificuldades e fazer com que as exportações sejam cada vez mais apetecíveis para o empresariado”, assegurou.

A Divisão de Tecnologia e Logística (DTL) pretende aumentar o desenvolvimento económico e a competitividade nos países em via de desenvolvimento