Não têm sido muitas as boas notícias para a Hanjin mas eis que surgiu agora uma: um tribunal alemão decidiu que o armador pode operar nos portos germânicos, juntando a Alemanha ao Japão, Estados Unidos e Reino Unido no leque de países onde a Hanjin pode embarcar ou desembarcar carga.

A Agility desenvolvedora de soluções logísticas eficazes e eficientes, que impulsionam as empresas e o mercado, através da criação de novas oportunidades, assinou um acordo com a Maersk Line que visa reduzir em 15% as emissões de CO2 por contentor transportado na operação conjunta até ao ano de 2020. O acordo está inserido dentro do Carbon Pact Challenge da Maersk, iniciativa na qual a Maersk Line colabora com parceiros de negócio na redução da pega ambiental. 

O Grupo Maersk já tem delineado o seu plano de reestruturação, orquestrado pelo CEO Soren Skou, que deverá ser anunciado nos próximos dias. A grande novidade será a separação do Grupo em duas grandes unidades de negócio: os Transportes de um lado, a Energia do outro.

O quartel-general do Grupo, em Copenhaga (Dinamarca), tem sido palco de sucessivas reuniões entre os elementos da direcção do Grupo Maersk, sendo que o plano de reestruturação do Grupo já terá fumo branco, faltando apenas ultimar alguns detalhes antes dos anúncios oficiais. 

O plano de reestruturação do Grupo Maersk é obra de Soren Skou, recentemente empossado como CEO e que teria este ponto como objectivo prioritário para o seu mandato. Ora, o plano de Soren Skou apresenta-se como verdadeiramente revolucionário dentro do Grupo que tinha até aqui cinco áreas de negócios 'core': O Grupo será agora separado em duas unidades de negócio: a Unidade de Transportes e a Unidade de Energia.

MacAndrews e a OPDR - Oldenburg Portugiesische Dampfschiffs-Rhederei, companhias do Grupo CMA CGM especialistas no short-sea, estão prestes a aumentar a sua frota de contentores de 40 pés, depois de encomendarem 4 mil novas unidades com dimensões especiais. Com isto, asseguram uma maior sustentabilidade.

Num artigo de Cichen Shen, analista da Lloyd's List, assinalou as as razões que levaram à situação actual da Hanjin. E a informação avançada refere que a empresa tinha um fundo de maneio (working capital) abaixo do exigido para o nível de actividade comercial e operacional que já apresentava.

Ora, a situação levou, segundo o analista, a uma crescente falha de pagamento a fornecedores que o armador não conseguiu ultrapassar pedindo então protecção por insolvência... mas já era tarde demais e os credores avançaram para o arresto de navios.