20160226 MapFretes

 

PARA OS CONTENTORES DE 20´

No período em referência foram analisados vinte e oito países, sendo que registou-se reduções no valor dos fretes praticados em relação a onze deles. Destes:

o Sete reduções ligeiras: Portugal (-0,3%), Espanha (-3,2%) e Malásia (-1,1%).

o Três reduções moderadas, a realçar: Holanda (-16,9%) e Coreia do Sul (-17,6%).

o Uma redução acentuada: África do Sul (-36,9%).

O gigante marítimo Maersk fechou o ano de 2015 com uma queda de 82% nos seus lucros, chegando aos 824 milhões de euros. Enquanto isso, as receitas caíram para os 35.947 milhões de euros, 15% menos do que em 2014. O grupo atribuiu o mau desempenho à clara disparidade entre a oferta e a procura em todos os seus negócios, situação que conduziu a um declínio nos preços do petróleo e das taxas de frete.


"Estamos satisfeitos com o desempenho do nosso negócio em 2015", afirmou em um comunicado o CEO Grupo Nils Andersen. "Apesar das difíceis condições do mercado, todas as unidades de negócios apresentaram um resultado subjacente positivo e o Grupo Maersk alcançou um lucro subjacente de 2.764 milhões de euros", acrescentou.

O Terminal de Contentores de Leixões superou, durante 2015, a fasquia dos 600 mil TEU movimentados, facto que ocorre pela terceira vez consecutiva, desde 2013. Vindo de um ano que superou todas as expectativas e recordes, o TCL registou um abrandamento de 6,6% em 2015 face a 2014, ainda assim, uma quebra bastante menor que os resultados diminutos das exportações para Angola.

O economista Vicente Pinto de Andrade defendeu, na passada sexta-feira, que o país deve centrar- se nas matérias-primas que possui de forma a poder exportar bens de amplo consumo.

“Ao invés de estarmos a exportar matérias-primas, devemos acrescentar valor, transformar e criar condições para que possamos ser exportadores de bens de amplo consumo para a Ásia e os países Africanos”, disse.

A afirmação de Vicente Pinto de Andrade foi proferida durante a apresentação do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) intitulado “Perspectivas Económicas Regionais da África Subsariana” apresentado pelo CEIC na Universidade Católica de Angola, em Luanda. O também professor universitário explicou ainda, a título de exemplo, que a Etiópia é “um país que neste momento está a transformar-se numa fábrica de bens de alto consumo procurando competir com a China”.

Segundo a administração do canal, os problemas estão sendo solucionados, porém ainda não há previsão de liberação total das vias.

Redação


O acúmulo de navios que acometeu o Canal do Panamá desde meados de outubro ainda permanece acima da média, porém as autoridades portuárias já relatam que os prazos de espera começaram a diminuir, desde que medidas foram tomadas para agilizar o tráfego nas vias de acesso.


Na quarta-feira (18), havia 10 navios em trânsito e 16 ancorados, dos quais 12 estavam do lado Atlântico e 4 no Pacífico. Os números já reduziram consideravelmente desde duas semanas atrás, quando dados da AIS Live demonstravam pelo menos 20 embarcações ancoradas em cada lado do canal.