O Ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, exortou, recentemente, na cidade do Lobito, província de Benguela, os intervenientes da cadeia marítima e portuária a redobrarem esforços no sentido de se inverter a problemática do ongestionamento verificada ainda nos portos do país. Esta luta deve envolver os agentes portuários, com iniciativas que visem diminuir os congestionamentos registados devido ao grande fluxo mercantil do comércio externo, que utiliza normalmente a via marítima e os portos, salientou o governante.

Uma delegação do Conselho Nacional de Carregadores (CNC) do Benin esteve de visita a Angola no passado mês de Junho, durante a qual manteve um encontro com a sua congénere angolana para a troca de experiência.

O encontro, decorrido no dia 15 de Junho no Palácio de Vidro, em Luanda, serviu também para apresentar a candidatura da beninense Christine Batokou para o cargo de secretária executiva a União dos Conselhos de Carregadores Africanos (UCCA).

O director-geral do CNC, Francisco Itembo, garantiu a disposição da instituição de contribuir para o desenvolvimento económico do país, provendo informações importantes, como dados estatísticos de importações. "Pensamos que há ainda muito trabalho para o sector marítimo e portuário e o CNC está para isso", assegurou.

O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, anunciou, em Julho, que a província de Cabinda vai ter um porto de águas profundas, com vista a dar resposta ao tão almejado empreendimento para o desenvolvimento da região.

O governante disse que os estudos para este importante projecto económico para Cabinda já conhecem avanços significativos, tendo acrescentado que há probabilidades para a concretização do arranque das obras de construção do porto de águas profundas em Cabinda.

O director-geral do Conselho Nacional de Carregadores, Agostinho Itembo, defendeu uma melhor estruturação da relação entre o CNC e as linhas marítimas e contribuições destas para que tal relacionamento se torne mais profícuo.

Agostinho Itembo, que falava em Agosto deste ano, durante uma reunião com os armadores sobre a Bolsa Nacional do Frete, advogou ainda a necessidade de as linhas marítimas inscreverem-se na BNF e fornecerem, regularmentte, ao CNC a tabela do frete aplicada. Na ocasião, o director-geral do CNC informou que o Governo angolano está preocupado com valor do frete maríttiimo para o país, por ser internacionalmente considerado o mais caro.

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